No âmbito da da cadeira de Plataformas Digitais do 2º ano de Mestrado em Informática da UTAD serão todas as semanas apresentados diferentes temas de carácter geral que pretendem ajudar os alunos a perceber de que forma funciona o mundo para além das fronteiras Universitárias. Este blog seguirá semanalmente todas as apresentações e fará um apanhado de toda a discussão.
O tema da semana passada foi Conhecimento e Gestão de Conhecimento nas organizações, tema apresentado pela Ana Barrias e Sónia Santos.

De forma geral podem identificar-se diferentes tipos de dados recebidos. Na verdade dados é mesmo o valor mais baixo de qualquer tipo de documento que se pode receber. Assim podemos distinguir entre dados, informação, conhecimento,compreensão e sabedoria. Dados são uma série aleatória de valores recebidos que podendo ou não apresentar uma qualquer sequência lógica não são compreendidos por quem os recebe. São informações brutas sem qualquer significado. Já quanto a informação esta pode ser definida como um conjunto de dados com significado, relevância e propósito. A informação é o segundo nível da escala. O 3º nível é o conhecimento. Entende-se por conhecimento a interiorização da informação fazendo esta sentido no espaço e no tempo. É comum que se confunda dados com informação com conhecimento. Para que fique claro a diferença entre eles atente-se aos seguintes exemplos. Um agricultor Português recebe a informação que a bolsa de Nova Iorque está em baixo. Este agricultor não tem qualquer ligação à bolsa nem nenhum tipo de conhecimento na área económica nem sabe o que é a bolsa. Para ele, este tipo de informação será um dado. Não lhe diz nada. Se esta informação fosse dada a um esudante do ensino superior, por exemplo, esta informação podia dizer-lhe alguma coisa, porque porventura já terá ouvido falar na bolsa mas ainda assim, a não ser que se trate de um estudante de gestão ou de economia, esta informação não será associada a nehum valor qualitativo. Para o estudante a bolsa estar em baixo ou em alta é igual. Ele não sabe se isso é bom ou mau. Nesta situação o estudante terá recebido uma informação, mas não conhecimento. Por fim, vamos imaginar o caso em que a informaçao chega a um economista. Para este a informação tem significado prático, o que o pode levar a reagir a esta. Aqui estamos perante uma situação em que existe transmissão de conhecimento.
Passe-se agora a apresentar os últimos dois níveis. Compreensão é o segundo nível do conhecimento. É a fase em que se parte de um conhecimento para um novo conhecimento. Por fim temos a Sabedoria. Sabedoria é o saber aplicar do conheciemento de forma prática e esclarecida.
O Conhecimento consiste na crença verdadeira e justificada [Platão]
Passemos ao estudo detalhado do conhecimento. É muito importante que o consigamos estruturar caso contrário este não será possivel de ser gerido. O conhecimento pode ser dividido em 3 tipos:tácito,implicito e explicito. Um outro aspecto que é comum associar-se é a forma como este é produzido. Classicamente pode afirmar-se que o conhecimento é o resultado de um conhecimento anterior mais qualquer coisa. Esta definição leva-nos a uma dúvida também clássica. Se isto é verdade então quem e como foi produzido o primeiro conhecimento? Na verdade o mais comum é que o conhecimento seja o produzido da forma clássica ainda assim esta não é a única forma de se produzir o conhecimento. O conhecimento também pode ser produzido a partir da experiência de vida de cada um e de deduções lógicas sem nenhum tipo de conhecimento de suporte por trás.
Chega-se portanto á altura de se falar da gestão de conhecimento. De acordo com Carvalho - 2005 a gestão de conhecimento é um processo articulado e intencional, destinado a sustentar ou promover o desempenho global da organização, com base no conhecimento.
A gestão de conhecimento destina-se a apoiar o processo de decisão em todos os níveis, tornar acessível grande quantidade de informação partilhando as melhores práticas e tecnologias. Por fim pretende-se que esta gestão fomente a produção de novos conhecimentos criando assim vantagens competitivas.
Existem vários factores que podem, no entanto, influenciar estas tomadas de decisão. Estamos a falar de factores económicos, culturais,humanos, estruturais, visão estratégica, TI, visão do CEO entre outras. Destas deve claramente destacar-se o papel das TI. As TI são, nos dias de hoje, essenciais no armazenamento e comunicação da informação, conduzindo mesmo a um aumento da capacidade de partilha de informação nas organizações.
São vários os sistemas de gestão de conhecimento que hoje existem. Fala-se de serviços tão simples como, e-mail, base de dados, voice mail, groupware entre outras ferramentas.
Esta foi a apresentação levada a cabo pela Ana Barrias e Sónia Santos. No fim da mesma houve ainda tempo para uma sessão de esclarecimentos, cujas perguntas mais relevantes serão expostas a seguir assim como a sua resposta.
1. Durante a apresentação foi abordado o tema da troca de conhecimento entre departamentos das empresas. O que é que na realidade se troca, informação ou conhecimento?
A resposta é simples. Cada caso é um caso. Mas na verdade tanto se pode trocar informação, como conhecimento como ambos em simultâneo.
2.Na vossa opinião vocês consideram que a partilha do conhecimento por todos os elementos de uma organização é positiva ou negativa?
Uma vez mais pode afirmar-se que cada caso é um caso e neste caso depende muito da estrutura interna da empresa. A partilha de informação, e repara que estamos neste momento a façar de informação, é de encorajar em muitas situações, ainda assim há excepções. Por exemplo não fazia muito sentido que numa empresa de produção de chocolates o contabilista tivesse acesso à receita dos novos doces. Esta é uma pergunta traiçoeira, é tudo uma questão de avaliação ponderada das situações.
3.É possível medir o desempenho da organização?
Em termos teóricos podemos dizer que sim, é possível. Ainda assim, em termos práticos é muto complicado avaliar o real desempenho de uma organização uma vez que este depende de inúmeros factores que variam de empresa para empresa. Resumidamente, é possível, mas muito dificil.
4. É muito fácil ou muito dificil incorporar um sistema de gestão de conhecimento?
É muito dificil mas é também muito vantajoso.
Como nota final deixo-vos com os seguintes pensamentos:
Garantir 100% de segurança é uma utopia
O grande desafio é de o de transformar o conhecimento tácito em explicito